Como nos afetamos pela imagem nas redes sociais

setembro 14, 2017

Olá, eu sei que já apareci por aqui hoje para falar sobre as músicas que tenho escutado ultimamente, mas dessa vez venho aqui para um desabafo. Hoje a tarde fiz um post no Instagram sobre como eu me sinto sobre aquela rede social especificamente já que é lá onde eu compartilho fotos e algumas reações foram muito boas e pensei, por que não explanar aqui?!

Alguns meses atrás eu assisti um video de uma das minhas youtubers preferidas, Karol Pinheiro, e nele ela falava sobre a influência das redes sociais na nossa vida, na nossa percepção de nós mesmos e caramba, hoje eu vi muito disso em mim mesma. 

Deixando claro que não tenho problema algum com blogueiras, pessoas que adoram arrumar feed, postar fotos combinando e etc, mas eu parei para pensar e observar como eu me sentia ao ver que eu não conseguia ou não tinha disposição para aquele tipo de coisa. Sei lá, eu me sentia e sinto estranha por que caramba todo mundo é tão lindo, tão inspirado, tão legais no Instagram, vida maravilhosa e eu não consigo nem postar uma selfie com uma legenda legal uma vez ou outra. Isso me fazia/ faz um mal danado. 

Minha percepção de mim mesma ia ficando pior a cada dia que passava e caramba, já cheguei inclusive a excluir o Insta uma vez, mas retornei por que adoro ficar vendo essas pessoas lindas. Porém, não consigo postar mais e posto apenas para alimentar a rede e não perder por inatividade. Isso me leva a questão, por que nós nos deixamos levar tanto pela vida e pela imagem alheia e não conseguimos ser o que somos sem pensarmos se está tão legal quanto o outro? 

A cultura de likes está enlouquecendo uma geração que começou a utilizar essa rede social, postando foto do que estava assistindo na TV com uma legenda bem tosca e hoje não consegue fazer uma postagem sem que combine com as fotos anteriores, sem que tenha mil filtros e seja uma das milésimas tentativas de foto.

Por que temos que ser tão perfeitos? Tão legais? Por que não dá para ser apenas sincero e espontâneo? 

Infelizmente existem pessoas como eu por ai que por acharem que não se encaixam num padrão se sentem mal e a cada dia que passa eu entendo mais e mais os movimentos para aceitarmos quem somos, por que assim vamos enlouquecer. Caramba, é muita pressão sabe? Faculdade: notas boas, estágio/emprego: não falhar, família: competitividade (duvido que ninguém nunca ouviu, "porque você não faz isso? Fulano fez tal coisa"), internet: perfeição.

A cada dia que passa tem saído mais e mais estudos que mostram que somos a geração que mais sofre de depressão. Tudo é uma pressão, tudo tem que ser muito pensado, estudado, nada é muito espontâneo. A internet e redes sociais não são o problema, de jeito nenhum, mas como utilizamos.

Estou em uma fase que adoro as modelos da Victoria Secrets e sigo uma grande quantidade delas no Instagram e toda vez que elas postam fotos eu penso, "caramba, deve ser maravilhoso acordar, abrir a câmera do celular, tirar uma foto e sair linda assim", mas quem me garante que na realidade é assim? Talvez seja só uma impressão minha.

O que eu decidi após toda a minha reflexão? A partir de hoje terão fotos feias sim, terão fotos espontâneas sim, terão fotos que contem histórias e momentos sim. Não irei mais me prender, me lastimar por que meu feed não ta combinando, por que não estou tão diva conceitual como a maioria.

Parabéns para quem consegue, acho maravilhoso, gostaria de conseguir, mas até lá, serei apenas eu, aceitando quem sou. Boba, engraçada, risonha, espontânea, sem juízo, com mil caras e bocas. Essa sou eu, quem me conhece sabe e agora quem me segue no Instagram, também conhecerá minha história, meus momentos divertidos através das minhas doidas e descombinadas postagens, por que é assim que será daqui em diante.

O video da Karol Pinheiro que eu citei acima foi esse.

A farsa da vida perfeita nas redes sociais


Então é isso. Talvez algum dia eu retorne com mais coisas do tipo aqui, talvez não, mas é isso. Se alguém que leu se identifica, tente se libertar, afinal, nós somos melhores que isso, não adianta querer ser o que não somos apenas para participar de algo. Quem me ama tem que me aceitar como sou, se não conseguem, não me amam de verdade, porém, eu me amo e me aceito, cada dia um pouco mais.

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